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Ensine o seu cão a tocar a campainha para ir à rua fazer as necessidades

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Pode ser bastante complicado ensinar alguns cães a fazerem as necessidades no exterior porque não aprendem a assinalar claramente quando querem defecar ou urinar. Ensinar um cão a tocar uma campainha quando precisa de ir à rua pode ser uma ajuda importante. Demora tempo mas é relativamente simples se seguir os passos abaixo:

  • Compre uma pequena campainha e coloque-a perto da porta que costuma sair para ir com ele quando este vai fazer as necessidades. Toque na campainha imediatamente antes de abrir a porta para ir à rua com o seu cão. Já deve ter a trela colocada para sair quando a campainha tocar. Faça este procedimento sempre durante alguns dias. Permita apenas que o seu cão explore a área onde costuma fazer as necessidades, senão ele associa a campainha a ir passear.
  • Posteriormente, suspenda a campainha à altura do focinho do seu cão, mesmo ao lado da porta. Toque a campainha no focinho do seu cão, provocando som, sempre que vai levá-lo a fazer as necessidades no exterior. Repita este passo durante alguns dias.
  • A dada altura e dependo da rapidez que o seu cão faz associações, ele começa a aproximar-se da campainha sempre que quer fazer as necessidades. Se isso não acontecer pode colocar um bocadinho de queijo fundido ou manteiga na campainha cada vez que o vai levar a fazer as necessidades. Permita o seu cão que lamba a campainha de modo a fazer barulho e recompense-o com uma festa à medida que o leva à rua.
  • A partir do momento em que o seu cão toca à campainha sozinho, leve-o à rua sempre que executa esta tarefa de modo a perceber que o toque da campainha prediz com toda a segurança que é permitido ir fazer as necessidades à rua.
Adaptado de Veterinary Medicine Abril de 2007 

10 passos para ensinar o seu cachorro a fazer as necessidades

Pode ensinar o seu cachorro a fazer as necessidades num local apropriado observando-o, reconhecendo os seus sinais, perceber os seus instintos e recompensando-o pelo comportamento correto.

  1. Não deixe o seu cão vaguear por toda a casa sem supervisão e mantenha-o confinado numa área pequena quando não tem a possibilidade de o observar constantemente.
  2. Quando começar a cheirar o chão ou andar em círculos, leve-o rapidamente mas com calma, para o local destinado às necessidades. Idealmente não deve esperar por estes comportamentos. Leve o seu cão à rua regularmente.
  3. A alimentação deve ser constante na quantidade e à mesma hora todos os dias. Quando ele acaba de comer e se afasta da comida ou após 15 minutos, retire a comida.
  4. Tenha atenção que os cachorros instintivamente vão querer urinar ou defecar após comer, beber, brincar descansar, dormir ou estar confinados num espaço. Esta regra aplica-se também à maioria dos adultos.
  5. Leve o seu cão ao local onde quer que ele faça as necessidades 5-30 minutos após as actividades descritas acima.
  6. Use uma palavra específica para este associar a uma evacuação no local correto, como “faz o cócó”, etc
  7. Quando começar a fazer as necessidades no local certo, elogie-o calmamente.
  8. Quando terminar de fazer no sitio correto, elogie-o vigorosamente, faça-lhe festas, e recompense-o com um “snack” ou biscoito que ele goste, imediatamente. Não espere que chegue a casa. Se não fizer as necessidades, coloque-o na área confinada e leve-o novamente passado 15 minutos
  9. Recompense-o com um snack” sempre que ele tiver um comportamento apropriado. Quando ele aprender , faça-o intermitentemente.
  10. Lembre-se, é da sua responsabilidade prevenir os acidentes! A prevenção é o ponto chave para o sucesso, mas se  falha ao evitar que o seu cão tenha um acidente, não o repreenda ou castigue, e calmamente limpe o que sujou. Para prevenir acidentes tem de perceber com que frequência é que o seu cão necessita de evacuar. Os cachorros ( 8-10 semanas) podem ter que fazer as necessidades cada 30 a 60 minutos.
Adaptado de Veterinary Medicine Abril de 2007 

Dirofilariose

O que é a Dirofilariose?

A Dirofilariose é uma doença séria e potencialmente fatal provocada por um parasita chamado Dirofilaria immitis. Este parasita habita a artéria e a veia pulmonar, assim como o lado direito do coração dos seus hospedeiros, principalmente os cães e raramente os gatos.

Coração de um cão com dirofilariose

  Como se transmite?

A Dirofilariose é transmitida por mosquitos infectados com larvas do parasita. A taxa de infecção no caso de um mosquito infectado picar um cão é de virtualmente 100%. O parasita para infectar um novo animal está completamente dependente de uma passagem por um período mínimo de 14 dias no interior do mosquito. Assim o período de transmissão da Dirofilariose corresponde ao período de maior existência de mosquitos, ou seja, na Primavera e no Verão.

adaptado "Bayer Portugal"
adaptado “Bayer Portugal”

Como impedir a transmissão?

Embora o tratamento desta doença tenha altas taxas de sucesso, a prevenção é muito mais segura e económica. Existe uma grande variedade de produtos que permitem uma protecção de 99,9% desde que correctamente utilizados. O proprietário pode utilizar comprimidos mensais, pipetas antiparasitárias mensais, ou ,mais recentemente, uma injecção anual. A prevenção deverá ser iniciada idealmente em Março/Abril, para que quando a época de transmissão chegue o animal tenha níveis de medicamento circulantes adequados.

Quais são as condições necessárias para iniciar a prevenção?

  • Todos os animais que tenham realizado anteriormente o teste de detecção sanguíneo da dirofilariose e tenham sido NEGATIVOS, desde que não tenham interrompido a prevenção até á data.

  • Todos os cachorros nascidos fora da época de maior risco de transmissão da doença, ou seja, a partir de Outubro de 2008.

  • Os animais que nunca tenham sido testados ou que tenham interrompido o esquema de prevenção devem realizar uma nova análise

Que sintomas pode apresentar o meu cão?

 A dirofilaria por se localizar no coração e nos grandes vasos pode provocar lesões no coração, pulmões, fígado e rins. Embora em casos raros possa ter um início súbito, geralmente o animal afectado passa por uma fase de sintomas quase indetectáveis. A gravidade dos sintomas está relacionada com o número de parasitas existentes no animal assim como pelo tamanho do próprio animal.

Sintomas associados á Dirofilariose Canina
Doença Recente Sem sintomas visíveis
Doença Suave Tosse
Doença Moderada Tosse, Intolerância ao exercício, sons pulmonares anormais
Doença Severa

Tosse, Intolerância ao exercício, dificuldade respiratória, sons pulmonares anormais, aumento do tamanho do fígado, desmaios, acumulação de liquido no abdómen, sons cardíacos anormais e Morte.

O corpo clínico da C.V.A.M recomenda aos seus clientes:

Devido a um aumento exponencial de casos registados na região Minhota no Verão de 2008 e tratando-se de uma doença potencialmente fatal com um tratamento arriscado e de altos custos recomendamos a todos os nossos clientes que procedam á prevenção através de qualquer um dos métodos mencionados. A utilização do injectável por esta forma de prevenção ser anual, e por isso mais prática, económica e menos sujeita a esquecimentos é neste momento a nossa recomendação.

Estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional através dos números 258 847 181 e ainda pelo numero 960 339 136.

Para os nossos clientes com acesso á Internet e conhecimentos na língua Inglesa recomendamos o site http://www.heartwormsociety.org/CanineHeartwormInfo.htmda sociedade americana da dirofilariose.

Como educar um cachorro

Durante os primeiros 12 meses de vida, a maioria dos cachorros irá exibir diversos problemas comportamentais detectáveis pelos proprietários. Estes problemas habitualmente variam entre fazer as necessidades fisiológica dentro de casa e ladrar, ou morder e até destruir a mobilia de casa ou outros utensilios domésticos. A prevenção é uma estrategia melhor do que esperar pela resolução desses comportamentos e, como tal, o treino do cachorro deverá começar no primeiro dia da sua nova casa. A forma como os problemas são abordados no início do processo, terá uma grande influência nos resultados obtidos.

 

1)      Inibição de morder

            Tal como acontece com todos os animais, o treino de um cachorro começa, de facto, no dia do seu nascimento. Nesta altura o cachorro recebe através da progenitora algumas lições de vida como é o caso da inibição de morder. Durante o aleitamento, a cadela rosna ou afasta o cachorro da teta se o contacto for demasiado brusco ou doloroso, como forma de ensinar a cria a ser mais cuidadosa. Quando esta é afastada da progenitora será o proprietário que terá de fazer esse papel. Deverá ensiná-lo que o contacto dos dentes com a pele humana provoca dor, manifestando-o através de um grito ou afastando-se do contacto do cachorro, por forma a que o animal perceba que se trata de um comportamento não permitido. Os cães bem socializados mas que não possuem capacidade de inibição de morder, são inevitavelmente aqueles que se transformam em adultos perigosos, uma vez que são muito sociáveis, mas que não têm qualquer controlo sobre a sua força.

 

2)      Socialização

            Na maioria dos casos, os cachorros podem acompanhar os seus novos proprietários à maioria dos ambientes minimamente controlados. Por exemplo, pode levar o seu cachorro quando vai ao cabeleireiro ou se for visitar uns amigos mantendo-o no seu colo. É importante não expor um cachorro a riscos ambientais provocados pela interacção com outros cães potencialmente infecciosos. Por exemplo, os cachorros não devem ser levados a parques publicos ou a outras áreas com uma elevada população de cães, onde estão expostos ao risco de contraír uma infecção. A socialização é fundamental para o desenvolvimento da personalidade do cachorro. Os animais, tal como as pessoas, aprendem através da experiência pessoal, associando as suas acções a consequências. Assim, o proprietário deverá esforçar-se por proporcionar, o mais cedo possível, o maior número de oportunidades de aprendizagem com consequências positivas, de forma a reforçar comportamentos e respostas desejadas.

3)      Treino positivo

            Se um cão aprender um comportamento sem recurso à força física ou sem consequências negativas, então é mais provável que o cão o queira repetir, particularmente se existe uma recompensa ou um reforço positivo associado. É esta a base para os métodos de treino positivo. Para ensinar o cão a deitar-se, este deverá adoptar essa posiçao de livre vontade, ou ser aliciado com um brinquedo ou biscoito. Quando o animal estiver deitado, pode então dizer a palavra “deita” e seguidamente recompensar o animal, introduzindo assim a palavra comando. Assim quando o animal ouvir o comando “deita”, só poderá fazer associações positivas.

            Este método poderá ser utilizado no treino de higiene, informando e recompensando o cachorro sempre que ele urina numa área adequada e ignorando o comportamento se o fizer num local errado – por muito difícil que isto possa ser….!

4)      Ignorar os comportamentos negativos

            Ser um cachorro nem sempre significa fazer as coisas de modo acertado. A dificuldade consiste em encontrar um equilíbrio e descobrir a maneira de informar um cachorro que um determinado comportamento não é aceitável, de forma a que compreenda e, ao mesmo tempo, não prejudique a relação cachorro/proprietário. Por muito simples que pareça em teoria, ignorar um cachorro quando este faz algo de errado é o “melhor” castigo que se lhe pode aplicar. No entanto, isto é precisamente algo que os proprietários nem sempre consideram fácil de pôr em prática. Por exemplo, se o cachorro começar aos saltos, normalmente a reacção imediata será afastá-lo e dizer “não!”. Na percepção do cachorro, isto constitui um reforço de comportamento pois assegura que lhe seja dada atenção. A reacção mais adequada seria ignorá-lo completamente. Fique quieto, não diga NADA e não olhe para ele. Posteriormente, espere que o cachorro tenha os 4 membros apoiados no chão e, nesta altura recompensá-lo com festas ou um biscoito. Esta técnica também pode ser utilizada para evitar a vocalização inadequada ou muitos outros problemas.

            Outro erro comum dos proprietários é reforçar inadevertidamente os comportamentos pelo facto de não conseguirem ignorá-los. A forma como os proprietários muitas vezes reagem a um cachorro que evidencia um comportamento de medo é um bom exemplo. A reacção habitual do dono é acalmar e tranquilizar o cachorro, pegando-lhe frequentemente e fazendo festas. A mensagem que passa para o cachorro é que está a ser recompensado por demonstrar este comportamento e que afinal, talvez existisse mesmo uma razão para ter medo. A resposta mais adequado por parte do dono seira ignorar o cachorro até que o medo desaparecesse e o animal manifestasse uma linguagem corporar mais confiante, altura em que lhe seria oferecida uma recompensa. Ignorar o cachorro que manifesta comportamentos indesejáveis pode ser a atitude mais difícil treinar, mas com tempo e uma certa persistência, acabará por proporcionar bons resultados!

 5)      Truques para melhor examinar o seu cão

            Cada novo proprietário deve, por rotina, “examinar” e manusear todas as áreas do corpo do seu animal incluindo os membros, a cauda, as orelhas, os olhas, a boca e as extremidades, e iniciar estes  hábitos de inspecção pouco tempo depois de adquirir o cachorro. Se isto for feito segundo um método positivo de recompensa e quando o animal se encontra em forma e saudável, este deverá apreciar as sessões de manuseamento e apresentando aos proprietários as áreas a examinar, tal como e quando tal lhe é requerido. De igual forma, os cuidados de higiene e beleza, o corte de unhas, o banho e a escovagem de dentes, deverão ser abordados da mesma forma.

6)      Aceitar o tempo passado sozinho

            Quando conseguir mostrar ao cachorro que estar sozinho não é um castigo, essa talvez seja uma das maiores contribuições para o cão ser equilibrado e feliz. Todos têm uma história para contar sobre ansiedade de separação, mas algumas medidas cuidadosas empreendidas precocemente podem ajudar a evitar este problema comportamental comum.

            Um cachorro novo é sempre o centro das atenções do agreado familiar mas deve “possuir” um espaço próprio. As jaulas de interior têm vindo a ter uma utilização crescente para providenciar um abrigo seguro onde o animal possa se refugiar. É importante que esse espaço seja encarado como um refúgio e não como um castigo. Nesse espaço próprio, pode ser colocada a alimentação e a água assim como a cama e alguns dos brinquedos favoritos do animal. Para aumentar a sensação de prazer e reforçar positivamente comportamentos desejáveis, poderá utilizar como recompensa, alguns brinquedos ou acessórios próprios para mastigação. Isto permitirá que o cachorro permaneça calmamente deitado roendo um objecto adequado e apreciando o tempo que passa sozinho.